No Brasil, como dois e dois são quatro, em ano de copa do mundo também há eleição. Mas a de 2010 será um pouco diferente. Não em relação ao processo democrático em si, mas sim, em relação aos candidatos e suas propostas.
Para o cargo de Presidente da República temos nove candidatos. Apenas três são citados nas pesquisas, Dilma Rouseff do PT, José Serra do PSDB e Marina Silva do PV. Dilma, que tem como cabo eleitoral o atual presidente, faz parte do time de Lula, que tem o apoio do ex-presidente que sofreu um impeachment, Fernando Collor, o também ex-presidente José Sarney e Renan Calheiros. Já o time de Serra tem o apoio do ex-governador do DF Joaquim Roriz do PSC e atual candidato para retornar ao GDF, o ex-prefeito do Rio de Janeiro César Maia, do DEM e atual candidato ao Senado e por fim o mensaleiro Roberto Jefferson. Em ambos os times temos os velhos caciques da política brasileira. Velhos políticos, velhas ideologias e velhas propostas. Seriam esses os times que mudariam algo ou continuariam a mudar? Mudar o que?
Em 2010 temos uma candidata diferente, que propõe algo realmente novo, ela é Marina Silva. Marina já foi vereadora, senadora e ministra do meio ambiente. Lutou ao lado de Chico Mendes contra o desmatamento da Amazônia e levanta esta bandeira, a do desenvolvimento sustentável como um desafio para o nosso tempo. A candidata utiliza certa frase diversas vezes por onde passa: "É possível construir sem destruir". A população mundial precisa entender e colaborar para a desaceleração do processo de aquecimento global. Caso isso não ocorra, acabaremos com nosso habitat e consequentemente com a raça humana. Além do desenvolvimento sustentável Marina Silva apresenta propostas na área da saúde, da assistência social e da educação. Estamos atrasados em relação aos países latino americanos, o que é um absurdo se for comparar o tamanho da nossa economia com os demais países latinos. O aumento do investimento, retirado do PIB, na educação se faz extremamente necessário para superar esses anos de deficiência educacional. O time de Lula retirou em 2010 cerca de 1,2 bilhão de reais destinados ao ensino público superior e emprestou, através do BNDES algo em torno de 1,1 bilhão de reais para faculdades particulares, ou seja, há um "investimento" no ensino privado em detrimento do público, gratuito e de direito dos cidadãos brasileiros.
Marina Silva apresenta uma forma de governar até hoje nunca discutida, a de se gerir o Estado com os melhores de cada partido, sem proselitismo. Para a candidata é indispensável reconhecer os acertos da era FHC e de Lula para que o país mude de verdade. Governar para que a vida das pessoas realmente mude, sem que milhares de famílias necessitem de programas de transferência de renda é um dos alvos da campanha verde.
Acredito que o Brasil mudou e que ele realmente pode mais, não com Dilma ou Serra, mas com Marina Silva. Não quero um pai ou uma mãe, quero alguém que esteja disposto a trabalhar dia após dia por um Brasil melhor, mais justo e ecologicamente sustentável. Alguém que veio de uma baixa classe social, que conhece os desafios da vida, e que só se alfabetizou aos 16 anos quando teve uma oportunidade. Quero saúde, educação, segurança, assistência social e emprego. Quero Marina Silva Presidente. Entre nessa luta você também e seja + 1. Juntos pelo Brasil que queremos.
Marina Silva - 43
www.minhamarina.org.br
Beijo para quem é de beijo, abraço para quem é de abraço.