No bairro de Realengo, zona oeste da cidade do Rio de Janeiro, um rapaz de 23 anos entrou em sua antiga escola alegando que apresentaria uma palestra. Wellington Menezes de Oliveira estava fortemente armado e tinha planejado um assassinato em massa. Tinha conhecimento de armas e uso das mesmas, inclusive seu regarregamento. Antes de entrar na Escola Municipal Tasso da Silveira, Wellington alvejou duas pessoas e após entrar começou o massacre. O autor dos disparos matou de imediato 11 crianças e adolescentes e feriu outros. A polícia foi chamada e conseguiu parar o assassino com um tiro na perna, mas Wellington cometeu suicídio logo em seguida.
Todo esse horror transmitido tem seu reflexo na nossa sociedade, de mercado, elitista e individualista. Ficamos chocados com as cenas e depoimentos mas somos incapazes de enxergar a nossa culpa no ato de Wellington. Temos então um adulto que por anos sofreu bullying, sofria de distúrbios mentais, teve tratamento negligenciado que veio à tona com a morte de sua mãe. Com todo esse histórico, o autor da chacina preparou-se, escreveu uma carta e foi em direção a sua antiga escola, como uma forma de mostrar sua insatisfação por tudo o que passou, uma forma de mostrar que ele estava ali, que não era ouvido, e que por isso deixaria sua marca na história do Brasil. E conseguiu.
Agora a mídia busca explicações para o ocorrido, mas a verdadeira causa disso tudo não será informada pela imprensa burguesa pois ela é conivente com o modelo político-ideológico dominante. Estão culpando até o Islã, que não tem relação alguma com o caso, tendo em vista a carta deixada por Wellington que manifestava uma fé cristã fundamentalista!
Chacinas como essa são corriqueiras na terra do Tio San, retrato da sociedade armamentista que sustenta a américa, resultado da arma fácil e da justiça com as próprias mãos. Chegou no Brasil o que acontece nos EUA, resultado da aproximação deles com as terras tupiniquins. Estamos a beira do caos? Na minha opinião, já estamos nele há um bom tempo. Com a inserção do modelo desenvolvimentista neoliberal, veio a sociedade moderna, contemporânea, essa sociedade que pensa no lucro, no lucro e no lucro também.
Não pasmem com os absurdos que virão e estão por vir, que não vão se esgotar enquanto esse modelo econômico não for extinto. Enquanto direitos forem negligenciados e a violência escolar não for reprimida e sanada, mais Wellingtons aparecerão por aí.
Beijo pra quem é de beijo, abraço pra quem é de abraço.
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